quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Voltam as festas

Vão vir as festas,a esta altura já sei que eu e muitos, já não passam as festas, de natal e ano novo em família,nem sequer os Reis e por mais que um diga que os amigos também são família, nunca é a mesma coisa.
Realmente não é, pode ser agradável, ajuda a passar o dia, a época, mas depois é pior, saímos daquela solidão por momentos e quando volta, é quase insuportável, a dor aumenta de tal forma que acabamos por ficar apáticos, sem rumo novamente e apenas com memórias que sabemos irrepetiveis.
Por essa razão decidi que não, não vou passar épocas especiais com ninguém. Eu e Deus, será suficiente para abafar as lágrimas e enxugar as faces molhadas de tanta saudade.

Queria voltar a ter casa cheia, brincadeiras parvas e risas soltas por todos os cantos.

Sei que não é possível, mesmo a companhia desse sorriso que me oferecias, desapareceu.
Não me lembro quando, recordo apenas que existiu.

Voltam as festas, volta o sorriso, agora meu, obrigatório de vestir, nas sociais horas de que não consigo escapar.

Porei luzes e comprarei prendas como todos, ou talvez não.
Porei luzes, bolas de cores e brilhantes, flores e velas.
Desejarei como é devido que sejam felizes.
Voltam as festas, voltam os desejos, cumprimentos e sorrisos, serei simpático, mais que o normal, vou rir disfarçadamente, das hipocrisias, das minhas, dos outros.

Esperarei que passem, para poder ficar comigo mesmo,como sempre, nestes anos, que ainda recordo e terei saudades enquanto o fizer, desse sorriso que era meu.

Voltam as festas,
   Preparado, estou.
Abro a caixa dos sorrisos, sim, estou preparado.

Paulo Marrachinho Soares

sábado, 2 de novembro de 2013

Samhain





Existem aquelas festas que trazem alegrias e aquelas que trazem tristezas, existem aquelas que são tradicionais e aquelas que são o que são, marketizadas, industrializadas.
O chamado dia das bruxas, que as empresas americanas aproveitaram bem e mecanizaram ao ponto de quase suplantar as raízes desta festa, considerada pagã por muitos e considerada celebração por outros tantos e ainda apenas festa por muitos mais.
Para mim, pessoalmente creio mais na parte ligada há natureza e no espantar de males que agora consideramos de outros tempos pois temos os chamados " políticos" para suplantar qualquer malefício existente e não há bruxa que valha contra estes e seus conjuros que nos fazem mais que ser pagãos...pagar a bom preço as boas vidas que estes seres predicam unilateralmente.
Adoro as abóboras e doces destas festas.
Sendo uma festa de raiz Celta desde a Península Ibérica a Escócia e nada tinha que ver com bruxas e aboboras, o nome do festival celta (Druidico) que celebrava o fim do verão e entrada do inverno é SAMHAIN que significa isso mesmo, o fim do verão.
A alusão aos mortos existia sim, mas como motivo de contentamento por significar para os Druidas um lugar onde já não haveria mal, não haveria dor e não haveria fome, um pouco como o paraíso do cristianismo, religião que aprofundou esse conceito até os dias de hoje.
Inclusive a data de celebração foi reaproveitada e conjugada com o dia de todos os santos (antes era de todos os mortos) o que tem lógica uma vez que como se costuma dizer,quando alguém parte " era tão boa pessoa" .

Mas quem quiser saber mais é só investigar um pouco e consegue facilmente perceber, mas para facilitar um pouco aqui deixo um link :
http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_das_bruxas

Eu prefiro ficar em casa, não andar disfarçado e comer uma belíssima fruta vermelha, poderoso feitiço de amor que me renova um pouco porque tem montes de anti-oxidantes.
Haja feitiço contra a idade e os maus gestores da vida do povo.

Eu fico a comer a minha romã...  :)
   

Paulo Marrachinho Soares
 


domingo, 1 de setembro de 2013

A verdade da aparência e da manipulação equivocada da informação "exemplo prático"

Este pequeno ensaio, serve para que pensemos melhor, ou não, sobre o que significa conteúdo, ter conteúdo, manipular e perceber como é fácil manejar informação se alguém se propõe a fazê-lo.

siga o link, ou copie para o seu browser, caso não funcione.



https://www.facebook.com/editnote.php?draft&note_id=692661700748232&id=100000428148017


   obrigado

   Paulo Marrachinho Soares

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Saudades






De pé ,olhando a agua, 
senti de repente uma vontade incontrolável,
avancei sem pensar e meti me agua dentro.



Perfeita a temperatura, limpa e acolhedora
assim senti eu a agua que me envolvia á medida que avançava.
Sem pensar, apenas escutava, o mar, as ondas a rebentar
saudades que se misturam em mim, de outros lugares
e a voz harmoniosa que não parava de chamar
 cantando por vezes, encantando me o pensar.




Lancei me então, no mar, mergulhando, rompendo as aguas
para que ninguém me visse chorar, por saber
que não estás, que é ilusão o que oiço
que por mais que mergulhe não te irei encontrar
 e desisto, rendido, saio da água, molhado 
para que não me vejam chorar, 



Olho, uma vez mais, o mar, que tanto te gostava  
e vejo o romper das ondas
e sei que terei sempre saudades de outros tempos, em outros lugares
que não mais te ouvirei cantar




Recordo tua cara, teu falar
teus passeios na beira-mar
como me sorrias com um olhar
como me ensinaste a pensar




tenho saudades Mãe
do teu mar, de outros tempos, em outro lugar.

         Paulo Marrachinho



sábado, 27 de julho de 2013

Viva o sentido do Paladar

Passar umas horas na praia é sem duvida, uma maravilha.

 Uma das coisas que mais gosto é estar , simplesmente ali, a olhar , respirar, sentir.
Aparentemente sem fazer coisa nenhuma, apenas estar , tentar fazer parte de tudo e
tentar não fazer fazer parte de nada.

Tarefa difícil a de ser individuo, quando tudo nos liga ao mundo, quando queremos ser apenas um, mas sem sentir solidão, então lembra-mo-nos de ser parte, de que estamos rodeados de tanta gente e que faz falta estar acompanhado mas de imediato ouvimos o ruído dessa imensidão de pessoas e queremos o silencio, tranquilidade aparente que após algum tempo nos incomoda e acabamos sempre por procurar as pessoas e o barulho para silenciar-mos a solidão que nos grita por dentro insuportável.

E eu farto-me de mim e de tudo, corro por a praia, lanço-me na água e grito porque está fria, porra, que já podia viver nos trópicos, mas não, tocou-me viver aqui e então lembro-me que estou vivo e saio da água a tremer de frio, volto para o sitio que escolhi ao chegar, pego na toalha e seco-me ,deixando-me ficar embrulhado com a ilusória sensação de protecção acrescida por esta, mas não deixo de sentir me frio e vivo e agradeço ao sol por me aquecer.

Mas canso-me de estar e recolho a mochila ,a toalha e livro que não cheguei a ler, saio da praia e vou embora, para Porto-Novo e sento-me num banco para olhar a agua enquanto como o delicioso gelado de Tangerina e whisky que escolhi antes de escolher o banco junto da areia.
               sinto me por fim Vivo e agora o gelado faz parte de mim e eu do mundo.

  O poder de um segundo, supera horas de introspecção.
                                           

        Viva o                                                                 sentido do Paladar.



              Paulo Marrachinho

Cromos não,Parvos!

Ando um bocadinho sem tempo, as coisas sucedem e descrever cenas passadas escapa um pouco ao meu estilo, se é que tenho um.
De qualquer modo hoje tiro tempo para escrever umas linhas, não sobre o passado propriamente dito, mas também.

  O tal grupito de  "cromos" que mencionei em outro momento, afinal não é de "cromos" no sentido comum e popular, nada disso, na verdade são mais do estilo infantil, adolescências mal resolvidas seguramente, ou isso ou são definitivamente aparvalhados (porque espero seja algo temporal);pois estes ditos cujos, há um LÍDER entre eles.
Pois, é notório, quando está esse personagem maior (não posso dizer o nome, embora apeteça) presente , nota-se um aumento substancial da parvalheira ambiental que se desprende repentinamente e sem razão aparente ( a parvoíce caracteriza-se por isso mesmo).
Continuo a deixar me surpreender por as atitudes de pessoas adultas ,que se riem de outras pessoas, que conversam e estão simplesmente na deles, borrifando-se categoricamente no respeito que era suposto existir, tendo em conta que estão em uma sala de aulas, para aprender.
Curioso .como sem esse tal personagem G (de grande), presente, os restantes parecem desorientados e funcionam de forma autónoma, conseguindo alguns, inclusive, participar de forma positiva e construtiva no decorrer da aula, e outros se remetem ao silencio e mundo interior, o que só lhes fica bem, assim não incomodam.
Já das "cromas", por assim dizer, acho que são mais ingénuas que outra coisa, uma vez que em geral até acabam por ser participativas e com níveis de interesse razoáveis, isto claro está ,das que aparecem, porque as mais ingénuas não se dignam a ir aprender as aulas.

 Digamos que ao fim de contas não passam de "falsos cromos" que nem sequer me dão material suficiente para escrever sobre eles, que chatice.
 Possivelmente, estes ditos olham para mim e acham que sou um cromo, pois sim, mas eu, ao menos, sou dos difíceis.


 Paulo Marrachinho

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Não etiqueto ninguém

A vida é assim, sempre nos cruzamos com pessoas, umas simpatizamos e outras não.
Também acontece muito simpatizarmos e depois achamos que não vale a pena, outras insistimos porque ainda que não pareça, vai valer a pena e sentimos isso numa chamada intuição que uns podem ter e outros não.
-"gosto muito deste nem sim nem não, pode ser e talvez não,umas vezes sim e outras não"
-quando isto me acontece sinto me quase Galego.
Acontece que ao longo do que vivi, aprendi que para conviver é necessário respeito, educação (não dizer palavrões não é o mesmo de ter educação,não chega isso, é preciso mais).

Poderia falar de muitíssima gente, contar esses momentos que se cruzam na minha vida e que me dá o direito de poder contar, uma vez o faça dentro das devidas salvaguardas. Mas não. Não o quero fazer hoje.
Já o farei mais adiante.

Apenas vos direi que na Cidade onde vivo e que, no meu entender, tem falta de estruturas para o ser e por isso devia seguir como Vila, (mas as politicas mandam mais e alguém resolveu que seria uma vantagem quando na realidade só nos faz entender que vivemos em uma Cidade sem Valias,sem estruturas básicas inclusive para uma vila), mas que na realidade tem, infelizmente, alguma população que ainda vive como se fora uma aldeia, não das modernas que estão ligadas ao mundo, mas das antigas mesmo.
Isso é o interessante deste sitio que se chama Valença, assisto ao querer normalizar da sociedade nas questões fundamentais, de direitos e igualdades, ao mesmo tempo vejo como algumas pessoas se resistem a abandonar as formas retrógradas que criticaram aos avós.
Vejo como os grupinhos de interesses se formam, o fácil que seria fazer parte destes e o quanto me recuso.
Curioso,como funciona tudo na base da "amizade", parentescos e serventias, sim , escrevi bem, SERVENTIAS, a parte pior que se volta a perceber na sociedade, o servilismo causado por desigualdades económicas, licenciaturas e doutoramentos que ao parecer eleva as pessoas a um status que mais parece nuvem que se desfaz, uma vez que se começa a conhecer os personagens.

 Não etiqueto ninguém, mas há uns cromos que passarei a ver melhor, pura observação, porque o interesse vai mesmo ser a constatação do servilismo, as provas vivas do factor C e o sentido de humor que merece a associação de indivíduos que apenas falam (já é um prodígio) de carros e futebol e de como comeram (serão canibais?) esta e aquela.
Da mesma forma, para ser justo, contarei, ou comentarei algumas que sabem lindamente de cores de sapatos, bares e conjuntos giros de roupa.
   
 Tenho uma duvida , serei eu, capaz de descrever as situações que presencie, com o devido sentido de humor?
-Não quero ser demasiado descritivo, apenas o suficiente.
 

  logo se verá.

Paulo Marrachinho